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Tools
O que é
Tools (ferramentas) são as capacidades externas que um agente pode usar para obter informações ou agir no mundo. São as "mãos" do agente.
Exemplos comuns:
- busca na web;
- consulta a banco de dados (SQL);
- chamadas a APIs (CRM, ERP, ServiceNow, e-mail);
- busca em base vetorial (Retrieval do RAG);
- interpretador de código (Python);
- leitura e escrita de arquivos;
- calculadora.
Como funciona
Toda ferramenta é apresentada ao modelo com três elementos:
Nome → buscar_cliente
Descrição → "Busca dados de um cliente pelo CPF"
Parâmetros → { "cpf": string }
O modelo lê essas descrições e decide quando e como usar cada ferramenta. Por isso, a descrição funciona como um prompt: é ela que orienta a escolha.
Uma classificação útil:
Tools de leitura → consultam informação (baixo risco)
ex.: buscar_pedido, pesquisar_web
Tools de escrita → alteram o mundo (maior risco)
ex.: enviar_email, cancelar_pedido, pagar_fatura
Ferramentas de escrita costumam exigir mais validação, permissões restritas e, às vezes, aprovação humana.
Um exemplo
Um agente de suporte de TI pode ter:
Tools:
- buscar_artigo_kb(pergunta)
- consultar_chamado(numero)
- abrir_chamado(descricao, prioridade)
- resetar_senha(usuario) ← exige confirmação
Pedido: "Esqueci minha senha e não consigo entrar no e-mail."
Agente → buscar_artigo_kb("reset de senha")
Agente → resetar_senha("joao.silva") (após confirmação)
Agente → "Sua senha foi redefinida. Verifique o SMS."
Por que é importante
As ferramentas definem o que o agente consegue fazer. Um LLM excelente com ferramentas ruins entrega um agente ruim.
Boas práticas:
- poucas ferramentas, bem descritas (muitas ferramentas confundem o modelo);
- nomes e parâmetros autoexplicativos;
- retornos claros e concisos (o resultado volta para o contexto e consome tokens);
- mensagens de erro úteis, para o agente conseguir se corrigir;
- princípio do menor privilégio em ferramentas de escrita.