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Token
1. O que é?
Token é uma unidade de texto que o LLM consegue processar.
Um token não é necessariamente uma palavra. Dependendo do texto, pode ser uma palavra inteira, parte de uma palavra, pontuação ou até um espaço associado a caracteres.
Por exemplo, a frase:
Eu gosto de programação.
poderia ser dividida aproximadamente em:
"Eu" | " gosto" | " de" | " programação" | "."
A divisão exata depende do tokenizador utilizado pelo modelo.
2. Como funciona?
Antes de o LLM processar seu texto, ele passa por um processo chamado tokenização:
Texto
↓
Tokenizador
↓
Tokens
↓
IDs numéricos
↓
LLM
Por exemplo:
"Olá, mundo!"
↓
["Olá", ",", " mundo", "!"]
↓
[15432, 11, 8921, 0] ← IDs ilustrativos
O modelo não trabalha diretamente com as palavras como nós as enxergamos. Ele trabalha com representações numéricas desses tokens.
3. Um exemplo interessante
Uma palavra pouco comum pode ser dividida em vários tokens.
Por exemplo, imagine:
"internacionalização"
O tokenizador pode dividi-la em algo parecido com:
"inter" | "nacional" | "ização"
Enquanto uma palavra muito comum pode ser um único token.
Por isso, número de palavras ≠ número de tokens.
4. Por que é importante?
Porque praticamente tudo em LLMs está relacionado a tokens.
Quando você ouvir:
- context window de 128k tokens
- custo de X dólares por milhão de tokens
- input tokens / output tokens
- token limit
- tokenização
todos estão falando dessa unidade.
E existe uma consequência prática importante:
Quanto mais tokens você coloca no contexto, mais informação o modelo precisa processar e, em geral, maior pode ser o custo e o tempo de inferência.
Uma forma simples de guardar:
Token é a unidade básica de texto que um LLM processa.
E a relação com o que vimos até agora fica:
Texto
↓
Tokenização
↓
Tokens
↓
Transformer
↓
LLM
↓
Próximos tokens
↓
Texto gerado
Essa sequência é uma das bases para entender LLMs.