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Human-in-the-loop
O que é
Human-in-the-loop (HITL, humano no circuito) é a prática de inserir uma pessoa em pontos específicos do fluxo do agente para aprovar, corrigir ou complementar suas decisões.
O agente faz o trabalho pesado, mas decisões críticas passam por um humano.
Agente planeja → Humano aprova → Agente executa
Como funciona
Formas comuns de intervenção:
- aprovação: o agente pausa antes de uma ação sensível ("Posso enviar este e-mail?");
- edição: o humano ajusta o que o agente propôs (texto, argumentos de uma ferramenta);
- esclarecimento: o agente pergunta quando falta informação;
- escalonamento: o agente transfere o caso para um humano quando não tem confiança suficiente;
- revisão posterior: o humano avalia amostras do que o agente fez.
Tecnicamente, depende de State persistido: o agente salva o estado, pausa, aguarda a resposta humana e retoma.
Agente
↓
Ação sensível?
├── Não → executa
└── Sim → salva estado e pausa
↓
Humano decide
├── Aprova → executa
├── Edita → executa versão editada
└── Rejeita → agente replaneja
O LangGraph, por exemplo, tem recursos de "interrupt" para isso.
Um exemplo
Agente financeiro:
Pedido: "Pague as faturas vencidas deste mês"
↓
Agente encontra 4 faturas
↓
3 faturas abaixo de R$ 1.000 → paga automaticamente
1 fatura de R$ 25.000 → pausa
↓
"Encontrei uma fatura de R$ 25.000 do fornecedor X. Confirma o pagamento?"
↓
Gestor aprova
↓
Agente paga e registra
Por que é importante
Agentes erram. Em ações irreversíveis (pagar, apagar, enviar, publicar), um erro pode ser caro.
O HITL permite:
- usar agentes em processos críticos com segurança;
- atender exigências de compliance e auditoria;
- gerar dados de feedback para melhorar o agente;
- aumentar a autonomia aos poucos, conforme a confiança cresce.
A arte está em calibrar: pedir aprovação demais torna o agente inútil; pedir de menos o torna perigoso.