Sumário
Entender o problema, estruturar a solução, alinhar pessoas, conduzir entregas e gerar resultado.
Habilidades Desenvolvidas:
- experiência longa em TI
- liderança de times
- gestão de projetos
- melhoria de processos
- boa visão para conversar com especialistas sem precisar ser o executor principal
- apetite para risco
- tempo disponível para construir algo novo
- interesse em IA como alavanca
O mercado costuma valorizar muito quem:
- entende o negócio,
- traduz a dor em plano,
- organiza execução,
- e faz times diferentes entregarem juntos.
Centro de força hoje está em processo, coordenação, entrega e clareza operacional.
Arquiteto de solução de negócio e operação
Posicionamento de Mercado:
líder de operações e projetos de TI que usa IA e automação para reduzir esforço, melhorar fluxo e aumentar previsibilidade
Produtos:
- consultoria,
- mentoria,
- diagnóstico,
- implementação guiada,
- produtos digitais,
- e depois software.
1. Serviço produtizado de melhoria de processos com IA
Esse é, na minha visão, o melhor caminho para começar.
Você não venderia “horas soltas”. Venderia algo com começo, meio e fim. Exemplo:
- diagnóstico de gargalos operacionais
- mapeamento de fluxo
- desenho de automações com IA
- plano de implantação
- acompanhamento curto
Isso pode ser vendido como pacote fechado.
Exemplos de oferta:
- Diagnóstico de Processos com IA para times de operação
- Sprint de Eficiência para equipes de suporte, projetos ou atendimento
- Mapeamento e automação de rotinas gerenciais
- Reorganização de fluxo entre times técnicos e negócio
Esse modelo é bom porque:
- começa sem precisar de produto pronto,
- usa sua experiência real,
- permite cobrar ticket mais alto,
- gera casos práticos,
- e depois vira método replicável.
Você não precisa programar tudo. Pode usar ferramentas prontas, parceiros pontuais ou até fazer uma primeira versão mais manual.
2. Mentoria premium para líderes técnicos e coordenadores
Esse é o segundo caminho mais forte.
Você pode ajudar pessoas que:
- viraram líder técnico e não sabem gerir pessoas,
- têm dificuldade em organizar entregas,
- precisam melhorar comunicação com negócio,
- querem sair do operacional puro,
- ou desejam crescer para coordenação/gestão.
Isso conversa muito com sua história.
O diferencial aqui é que você não venderia teoria. Venderia:
- experiência real,
- visão prática,
- organização,
- segurança para tomada de decisão,
- e leitura de contexto corporativo.
Esse modelo é menos escalável que um produto digital, mas é excelente para:
- gerar caixa,
- validar dores reais,
- testar linguagem de posicionamento,
- e entender o que seu público mais compra.
3. Produto digital focado em gestão, operação e IA aplicada
Esse caminho faz sentido, mas não como primeiro passo isolado.
O erro comum é criar curso, comunidade ou infoproduto antes de entender exatamente qual dor vende.
No seu caso, um produto digital melhor seria algo como:
- kit de templates para líderes de TI,
- biblioteca de prompts para gestão e projetos,
- playbooks de organização de squads,
- estrutura de acompanhamento de projetos com IA,
- material para transformar caos operacional em fluxo previsível.
Isso pode virar:
- ebook premium,
- kit prático,
- curso curto,
- assinatura,
- ou comunidade fechada.
Mas o ideal é que esse produto nasça depois de você conversar com gente real e vender uma oferta de serviço primeiro.
Onde a IA entra de verdade no seu caso
A IA não precisa ser o produto principal logo de cara. Ela pode ser o motor da proposta de valor.
Exemplo:
Você pode vender não “consultoria de gestão”, mas:
- melhoria de operação com apoio de IA
- automação de rotina gerencial
- estruturação de fluxo e acompanhamento com IA
- redução de esforço manual em times de TI
- apoio a líderes para tomada de decisão e organização de entregas
Isso é forte porque une duas coisas:
- um problema real de negócio,
- com uma tecnologia desejada pelo mercado.
Mas repare: o cliente não compra “IA”. Ele compra:
- menos retrabalho,
- mais organização,
- mais visibilidade,
- mais velocidade,
- menos ruído entre áreas.
Você vende o ganho. A IA é o meio.
Seu maior risco hoje
Seu maior risco não é falhar.
Seu maior risco é continuar se apresentando de forma ampla demais e, por isso, não parecer a melhor escolha para ninguém específico.
Quando você diz que tem experiência em várias áreas, isso mostra repertório. Mas comercialmente pode enfraquecer sua imagem.
O mercado compra melhor quem parece resolver um problema claro.
Então sua comunicação precisa sair de:
- “tenho experiência em várias áreas de tecnologia”
para algo mais como:
- lidero times e projetos de TI com foco em organização, melhoria de processos e eficiência operacional
- ajudo times a sair do caos para uma operação mais previsível
- uso visão de negócio, gestão e tecnologia para conectar especialistas e entrega
- aplico IA e automação para reduzir esforço manual e melhorar fluxo de trabalho
Isso muda tudo.
Sobre o LinkedIn especificamente
Você já identificou corretamente que ele é um ponto fraco. E isso é ótimo, porque é um problema objetivo.
Hoje seu LinkedIn precisa cumprir 3 funções:
- mostrar autoridade,
- explicar claramente o que você faz,
- atrair conversas certas.
Ele não precisa ser bonito apenas. Ele precisa ser comercial.
O ideal é que ele comece a responder de forma clara:
- quem você ajuda,
- qual problema você resolve,
- como você atua,
- e por que sua experiência importa.
Se ele continuar genérico, você pode até ser bom, mas continuará difícil de ser lembrado.
Minha leitura final sobre o melhor caminho para você
Se eu tivesse que escolher um único caminho inicial, eu começaria por isto:
Serviço produtizado de melhoria de processos e operação com apoio de IA, voltado para times de TI e gestão
Porque esse caminho:
- encaixa no que você já sabe fazer,
- não exige virar especialista técnico profundo,
- pode gerar renda mais rápido,
- ajuda a criar autoridade,
- produz casos reais,
- e abre espaço para produtos digitais depois.
Em paralelo, eu usaria o LinkedIn para construir o posicionamento e atrair as primeiras conversas.
Isso te dá:
- aprendizado de mercado,
- validação,
- caixa,
- confiança,
- e direção.
A partir daí, o produto escalável nasce com mais chance de venda real.
Resumindo
- Seu maior ativo não é a execução técnica. É a capacidade de liderar, organizar, alinhar e transformar operação em resultado.
- Seu melhor caminho inicial não é produto complexo nem cripto. É uma oferta simples, clara e vendável ligada a processos, operação e IA.
- ServiceNow não precisa ser o centro do seu posicionamento. Ele pode aparecer como contexto, não como identidade principal.
- O LinkedIn hoje é peça estratégica. Ele precisa sair do “profissional genérico de TI” para “líder que melhora operação com gestão, processo e IA”.
- Escala vem depois da validação. Primeiro venda um serviço produtizado, depois transforme o aprendizado em produto digital.